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Antonio Carlos Felipe Machado

Antonio Carlos Felipe Machado

 

 

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Um olhar crítico sobre a empresa

Antonio Carlos Felipe Machado ingressou na empresa aos 15 anos de idade, como contínuo. Isso foi em 1968, quando o governo militar tinha estatizado a companhia e tirado a CPFL da mão dos americanos. Na época, trabalhar com computador era atividade de vanguarda, e Antonio Carlos foi construindo sua trajetória nessa área. Foi programador, analista, e chegou a ser gerente do setor. "Fui o primeiro a trabalhar num computador individual, da IBM, porque antes só existiam aqueles computadores enormes, que ficavam numa sala fechada", relata.

Em 1979, quando a companhia resolveu mudar a sede da capital paulista para Campinas, Antonio Carlos foi junto. Ele não pegou o atual período de privatização, porque resolveu se desligar em 1996, antes da efetivação da venda da companhia. Era contra a privatização por acreditar que não ela traria nada de bom, nem para os funcionários, nem para os clientes, nem para o país - posição que mantém até hoje.

Mas ele também conta que no período estatal a administração da CPFL ficava à mercê do jogo político. "Até 1975 não havia o hábito das indicações político-partidárias de pessoas ligadas ao governador em exercício. Essa prática se intensificou demais no período em que Orestes Quércia foi governador", afirma. Antonio Carlos sempre teve de driblar esse obstáculo para atingir sua meta: o cargo de gerente. "Até torcedor-símbolo da Ponte Preta era colocado dentro da empresa, além de ex-modelos, ex-juízes de futebol e familiares de políticos", completa.