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Douglas Aparecido Guzzo

Douglas Aparecido Guzzo

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“Nossa cultura corporativa era forte e bem-estruturada, e o padrão CPFL era pioneiro.”

"Nasci numa usina de energia elétrica. Eu caçava, brincava, nadava e pescava no rio que alimentava a usina." Assim conta o engenheiro Douglas Aparecido Guzzo, que trabalhou durante 35 anos na CPFL, seu primeiro e único emprego. Antes dele, seu pai também havia sido funcionário da companhia, onde construiu uma trajetória profissional de quarenta anos, que começou em 1935, em Jaú, numa empresa que posteriormente foi agregada à CPFL.

Já o filho, Douglas Guzzo, foi admitido na CPFL em 1956, no período em que ela pertencia à empresa American & Foreign Power Company (Amforp), de capital americano. No começo, fazia estatística, comunicação e um pouco de tudo na área administrativa, área pela qual optou na faculdade. Guzzo pegou a transição da Amforp para a Eletrobras, quando o governo federal (à época militar) resolveu estatizar a organização em 1964 e passar seu controle para a Eletrobras. Também vivenciou uma segunda mudança, quando o controle da companhia deixou de ser da Eletrobras e passou a ser da Cesp, portanto, do governo do estado de São Paulo. "O período da Eletrobras foi o mais gordo profissionalmente. Tínhamos 15º salário e até distribuição de lucros, uma coqueluche para a época entre as estatais", conta Guzzo.

O administrador fala com propriedade sobre o perfil organizacional da CPFL quando relembra a incorporação feita pela Cesp, em 1975: "Passamos a ser subsidiária da Cesp de forma vexatória, porque ela tinha um perfil soberbo e humilhava os que vinham de fora. Mas nossa cultura corporativa era forte e bem-estruturada, e o padrão CPFL era pioneiro, Por isso, acabamos sendo copiados pelos outros. A CPFL foi a primeira companhia de energia a ter helicópteros para fazer inspeção aérea".

Guzzo construiu uma carreira  de sucesso. Chegou ao cargo de diretor, que hoje deve corresponder ao posto de superintendente regional, e encerrou sua carreira na CPFL como assessor da presidência, em 1991. Foi também presidente da Fundação Cesp. "Daí, aproveitei para mostrar às pessoas das outras empresas - Cesp e Eletropaulo - que, mesmo tendo culturas organizacionais diferentes, deveríamos nos integrar. E trabalhei para isso", diz Guzzo.

Dono de uma memória fantástica, Guzzo lembra da época em que os americanos da Amforp, para incentivar o aumento do consumo de energia e tornar o negócio mais lucrativo, vendiam eletrodomésticos, principalmente ferro elétrico (aparelho que consome muita energia) nos postos de atendimento ao público.