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Giancarlo Arcangeli

Giancarlo Arcangeli

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Da eletrotécnica à CPFL Cultura

O problema educacional do Brasil é antigo. E foi justamente na área de qualificação de mão-de-obra que o eletrotécnico Giancarlo Arcangeli teve atuação marcante na CPFL. Imigrante, em 1967 ele veio da Itália para o Brasil de navio com outros estrangeiros que estavam a caminho do nosso país em busca de oportunidades.

A princípio Giancarlo foi contratado para padronizar as normatizações do setor elétrico nacional, juntamente com franceses e belgas, e trabalhar com a prevenção de acidentes. Mas começou a atuar na área de treinamento, como professor dos funcionários: dava aulas de matemática, física e eletrotécnica. Era ele também quem fazia as apostilas dos cursos. "Eu gostava mais de ensinar e trabalhar com treinamentos do que da parte técnica", diz Giancarlo. Ele conta que o trabalho em grupo era muito intenso, porque os eletricistas passavam oito horas diárias em sala de aula.

Apaixonado por educação, ele resolveu cursar pedagogia e psicologia da aprendizagem. "Cheguei até a trabalhar com o material didático que o governo francês mandava para cá de navio. Era um material do pós-guerra, ótimo, específico para a área, que vinha todo organizado em caixas." De acordo com Giancarlo, esse material também foi utilizado em parceria com o Senai e atualmente deve estar guardado na Unicamp. "Os cursos eram de nível médio a alto, e davam um suporte teórico excelente."

Em 1990, Giancarlo resolveu voltar à Itália. Mas em 2003 Augusto Rodrigues, que na época era gerente de RH, o chamou de volta para trabalhar na CPFL Cultura, quando da sua criação. "Hoje sou o ouvidor. Como a região de Campinas é carente de espaços culturais, escuto desde sugestões de nomes para o nosso Café Filosófico até propostas de novos projetos, além de ser o mestre de cerimônias da casa", diz Giancarlo.