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Vanessa de Agostino

Vanessa de Agostino

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Ela trabalha na CPFL com autoestima elevada.

A funcionária Vanessa de Agostino é uma profissional de garra. Ingressou na CPFL por meio do Programa de Oportunidades para  Deficientes - e com mérito: foi a primeira colocada nos testes e na entrevista, e a primeira cadeirante a ser contratada para a regional de Bauru. Vanessa ficou sabendo da vaga por meio de um conhecido que já trabalhava na companhia.

Vanessa é cadeirante desde os 20 anos devido a uma doença chamada mielite transversa aguda, uma síndrome neurológica causada por uma inflamação na medula espinhal. "No início, a arquitetura da empresa e os mobiliários não estavam adaptados para portadores de deficiências. Mas, juntos, eu e a CPFL, fomos descobrindo o que era necessário para o meu conforto e para que eu pudesse realizar minhas tarefas", conta Vanessa.

Sua primeira incumbência foi auxiliar o núcleo de obras nas atividades de escritório. Hoje, ela tem uma tarefa técnica: inserir na base de dados da empresa os novos clientes. Um trabalho bastante interessante e dinâmico, porque ela trabalha com o Programa GIS, que é um mapa no qual ela desenha e insere um bonequinho que representa o consumidor, depois desenha e insere os fios, os postes e conecta todos à rede. "A partir desse trabalho é que o consumidor passa a existir para a CPFL", explica.

Vanessa conta que entrou na CPFL sem saber nada do trabalho. "Eu nem conhecia programas básicos de computador. Aprendi aqui, mas também fui atrás de fazer cursos." E fazer um curso de eletrotécnica, área de que Vanessa aprendeu a gostar na CPFL, não foi fácil. Em Bauru, sua cidade, não havia escolas adaptadas ao problema dela. Vanessa então contou com a ajuda da irmã para estudar numa cidade menor, Agudos, a 30 minutos de Bauru, onde enfim encontrou uma Etec adaptada a seu problema. "Aqui em Bauru percebi que não havia interesse em me terem como aluna. Por isso, durante dois anos, todas as noites minha irmã me levava de carro para Agudos, porque não existe transporte público adaptado para o meu caso. Ela ficava me esperando das 19h até as 23h, que era o tempo de duração das aulas", relembra.

Mas todo o esforço de Vanessa e de seus familiares tem valido a pena. Hoje, ela trabalha na CPFL com autoestima elevada, porque não faz qualquer trabalho ou uma tarefa aquém de sua capacidade intelectual: desempenha uma função técnica de grande importância para o negócio da companhia. "Além do mais, o ambiente é ótimo e acolhedor. Nunca tive problemas em relação a preconceitos. Estou melhor até fisicamente, pois consegui mais progressos com o meu corpo depois que vim trabalhar na CPFL do que quando fazia só fisioterapia", relata.

Sua luta: "Igualdade na diversidade". E quem vai discordar?